Campo de Ourique,

Passeio por Campo de Ourique

12:14 Branco Menta 2 Comments

Estamos de férias. E férias significam algumas coisas: não pensar em trabalho (às vezes não dá, mas tenta-se); descansar; passear; comer muito; tirar fotografias; conhecer novos sítios; colocar conversas em dia; marcar almoços e jantares, etc. Decidimos que estas férias seriam para isso tudo. Ficar por Cascais, mas passear por sítios que não conhecemos (ou não conhecemos muito bem).

Neste dia aproveitámos para ir a Campo de Ourique conhecer a Casa Fernando Pessoa e jantar na Tasca da Esquina, passando ainda (por conselho de uma amiga) na exposição Índia, de Steve McCurry na Barbado Gallery.

Quando estudei Fernando Pessoa na escola, nunca lhe dei grande importância. Talvez por achar as suas palavras meio loucas e incompreensíveis. Hoje, que cresci, consigo entender muito do que ele escreve. E depois desta visita, comecei a pensar que lhe poderia dar uma segunda oportunidade. E porque não?




A casa é pequena, mas ainda assim aconselho a irem longe da hora de fecho. Nós entrámos por volta das 17h, mas perdemos algum tempo no piso superior, onde tem uma parte multimédia que nos permite ler alguns textos de Fernando Pessoa; conhecer um pouco da sua vida; ver fotografias; etc. E como tal, o resto dos pisos vimos muito a correr. Também, devido à hora, o barulho nos corredores era imenso. As pessoas que lá trabalham andavam de um lado para o outro a falar uns com os outros (em alto e bom som). Portanto... Aconselho que fujam um pouco da hora do fecho (que é às 18h00).

Nos restantes pisos, poderão ver mais objectos pessoais de Fernando Pessoa, tal como a cómoda onde escreveu alguns dos seus maiores poemas; uma máquina de escrever que pertenceu a um dos escritórios onde trabalhou; artigos pessoais e ainda o famoso quadro de Almada Negreiros.

Por fim, no piso inferior, uma pequena exposição (que penso que é temporária) sobre Orpheu, a revista ao qual pertencia Fernando Pessoa. Esta exposição pareceu-me interessante, do ponto de vista em que dá para conhecer um pouco mais sobre as pessoas que trabalharam nesta revista. Mas o ambiente gráfico não me pareceu o melhor. Tudo muito confuso, e por vezes, os textos não estavam bem colocados e eram de pouca leitura. Nada como verem aqui um pdf com as imagens expostas.







 






De seguida fomos à Barbado Gallery ver a exposição de Steve McCurry (o autor da famosa capa da National Geographic - A Rapariga Afegã). A exposição é pequenina, e todas as fotografias estão no site do fotógrafo. Mas se passarem por lá, não hesitem em entrar. Vale a pena ver as imagens impressas (apesar de achar que têm algum exagero de edição). Gostava de ir à índia, principalmente para fotografar. As pessoas têm todas uma expressão muito forte. E é tudo tão colorido, que é impossível dar más imagens.







Como ainda era cedo, decidimos dar uma volta pelo Jardim da Estrela. O bom de visitarem Campo de Ourique, é que têm vários pontos de interesse por perto. Assim, aconselho a estacionarem o carro, e só voltarem ao final da noite. Têm sempre o contra de ser uma zona com parquímetro.

E a noite acabou com um jantar na Tasca da Esquina. O marido já andava há uns tempos a dizer que queria experimentar os petiscos desta "tasca". E não nos desiludiram. Fomos aconselhados pelo empregado a escolher os petiscos, ao invés dos pratos principais. E foi a melhor sugestão da noite. Decidimos então pedir Bacalhau com Ovos Mexidos e Ervas Aromáticas; Camarão Salteado com Malagueta e Alecrim; Pica-pau e Tostas de Porco Preto.
Parece muito, mas não é. Os pratos são pequenos e foram para dividir pelos dois. Mas também não aconselho a pedir mais de quatro pratos. Pelo menos nós ficámos satisfeitos com os quatro pedidos. E não queríamos abusar muito, porque iríamos pedir sobremesa ^__^
De sobremesa estava indecisa entre a Mousse de Chocolate (que a empregada só me disse no final que era com compota de ginja e nozes - A.MINHA.CARA!!!), e a Sopa de Morangos. Acabei por pedir a sopa de morangos, porque pela descrição da empregada, pareceu-me uma boa escolha. E o marido pediu uma Tarte de Maçã.
Das nossas escolhas, só não gostei muito do bacalhau, porque me pareceu meio deslavado. E a sobremesa, do marido, era bem melhor que a minha. De qualquer das formas, vamos ter que lá voltar para comer a mousse de chocolate (fiquei com isso na cabeça, ahaha).
Ah!! E não se esqueçam de pedir limonada para acompanhar. São súper boas, e vêm dentro de uma garrafinha fofinha.







(Fotografias por Branco e Menta - com telemóvel)

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2 comentários:

  1. Gosto muito de Fernando Pessoa, especialmente quando escreve com o heterónimo Ricardo Reis: "Põe quanto és, no mínimo que fazes" :-)

    Ah, a Índia, a Índia. A Índia tem muito que se lhe diga. É realmente um país cheio de cor e de rostos com personalidade. Mas as histórias que contam - entre pobreza, sujidade, violações e gastrites - fazem com que o Daniel se recuse a por lá os pés :-(

    Os petiscos pareceram-me muito bem, especialmente o porco preto :-)

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    1. Foi o que disse ao Zé. Que as expressões deles são assim tão fortes, também por terem sentimentos fortes dentro deles.

      O porco preto estava muito bom, mesmo! Foi o meu preferido. Mas o Zé gostou muito do pica-pau. E continuo a pensar naquela mousse de chocolate. Ahaha.

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